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Plasticidade e Funcionamento Cerebral

 

Tem gente que se recusa a aprender (independente da idade), que fecha a própria mente, que olha para as pessoas bem mais velhas, cheias de experiências, e ainda se recusa a entender que sempre temos algo a aprender. Para essas pessoas meu mais sincero desejo motivador de exercício cerebral envolvendo a plasticidade. Devaneio? Não, papo sério e respeitador. Muitas vezes quem sai de um curso/aula e consegue dizer que não aprendeu nada é porque provavelmente não desenvolveu a capacidade da neuroplasticidade. Ainda que a apresentação de um professor ou palestrante não venha de encontro exatamente com as expectativas prévias, não é interessante pensar que a nossa mente pode ir além? Podemos aprender mesmo em situações como estas, onde o inesperado acontece e quando o nosso desejo não é prontamente “saciado”? Neste sentido, vamos pensar em plasticidade e funcionamento cerebral para compreender algumas riquezas…

Uma vez li que uma professora não aprendeu praticamente nada em um curso que era realizado por uma área próxima da dela, não era um conteúdo específico somente para professores, e sim algo mais amplo, humano, repleto de aberturas a serem desenvolvidas por cada participante. A palestrante falou de leitura, de escrita, de posturas comportamentais, de alfabetização, do vínculo entre as famílias e as escolas, enfim, soaria até estranho pensar que uma professora se posicionou sobre não ter aprendido quase nada porque o curso era específico para outra área, mas para mim não soa nada estranho, pois, como especialista no desenvolvimento neuronal, compreendo que certamente esta pessoa e outras que se sentem na mesma situação, apenas não exerceram a habilidade reflexiva e nem mesmo colocaram em ação a neuroplasticidade.

By Roberta Pimentel

 

 

 

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